As dificuldades são o aço estrutural que entra na construção do caráter.
As obras-primas devem ter sido geradas por acaso; a produção voluntária não vai além da mediocridade.
Cem máximas que resumissem a sabedoria universal tornariam dispensáveis os livros.
O progresso dá-nos tanta coisa que não nos sobra nada nem para pedir, nem para desejar, nem para jogar fora.
Para a virtude da discrição, ou de modo geral qualquer virtude, aparecer em seu fulgor, é necessário que faltemos à sua prática.
Stop, a vida parou ou foi o automóvel?
Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar.
Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que os outros me enxergam.
No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra ...
Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
20090130
FRASES DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Ah o amor ... que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque...
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força consegue destruir.
As leis não bastam. Os lírios não nascem da lei.
Amor é dado de graça,é semeado no vento,na cachoeira, no eclipse.Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.
Facil e dificil
Há uma hora em que os dares fecham e as virtudes caem
A amizade vale mais do que um simples ficar com alguém .
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força consegue destruir.
As leis não bastam. Os lírios não nascem da lei.
Amor é dado de graça,é semeado no vento,na cachoeira, no eclipse.Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.
Facil e dificil
Há uma hora em que os dares fecham e as virtudes caem
A amizade vale mais do que um simples ficar com alguém .
20080330
Canto ao homem do povo - Carlos Drummond de Andrade
Para Charles Chaplin
Uma cega te ama. Os olhos abrem-se.
Não, não te ama.
Um rico, em álcool,
é teu amigo e lúcido repele
tua riqueza. A confusão é nossa, que esquecemos
o que há de água, de sopro e de inocência
no fundo de cada um de nós, terrestres. Mas, ó mitos
que cultuamos, falsos: flores pardas,
anjos desleais, cofres redondos, arquejos
políticos acadêmicos; convenções
do branco, azul e roxo; maquinismos,
telegramas em série, e fábricas e fábricas
e fábricas de lâmpadas, proibições, auroras.
Ficaste apenas um operário
comandado pela voz colérica do megafone.
És parafuso, gesto, esgar.
Recolho teus pedaços: ainda vibram,
lagarto mutilado.
Colo teus pedaços. Unidade
estranha é a tua, em mundo assim pulverizado.
E nós, que a cada passo nos cobrimos
e nos despimos e nos mascaramos,
mal retemos em ti o mesmo homem,
aprendiz
bombeiro
caixeiro
doceiro
emigrante
força
do
maquinista
noivo
patinador
soldado
músico
peregrino
artista de circo
marquês
marinheiro
carregador de piano
apenas sempre entretanto tu mesmo,
o que não está de acordo e é meigo,
o incapaz de propriedade, o pé
errante, a estrada
fugindo, o amigo
que desejaríamos reter
na chuva, no espelho, na memória
e todavia perdemos.
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